Menino de 10 anos perde a visão de um olho ao sofrer bullying em colégio da prefeitura

02 de Dezembro 2025 - 19h08
Créditos: Reprodução TV Globo

 

Uma mãe denuncia que o filho de 10 anos perdeu a visão do olho direito após sofrer agressões dentro da Escola Municipal Leonel Azevedo, na Ilha do Governador, na Zona Norte do Rio de Janeiro. O caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav).

Segundo a mãe, Lidia Loiola Cardoso, o menino começou a ser vítima de bullying em 2023 — em agressões anteriores, fraturou o pé e deslocou o nariz.

Lidia relata que procurou a direção da escola para pedir ajuda. A mãe diz que o filho, que tem uma diferença nos olhos devido a uma deficiência, era alvo de provocações de colegas.

Ela afirma que o comportamento da criança mudou ao longo do último ano. “Meu filho estuda aqui há 5 anos. Do ano passado para cá, começou a não querer mais vir para a escola, de não querer mais estar em sala de aula”, disse.

Ela conta que procurou a direção em diversas ocasiões, mas nunca teve uma resposta. 

A mãe afirma que, no ano passado, as agressões passaram a ser físicas. Segundo ela, foram pelo menos 4 brigas dentro da escola. Em um desses episódios, a filha também foi agredida ao tentar defender o irmão.

De acordo com o relato, a situação mais grave ocorreu em 18 de novembro, durante uma aula de educação física: o menino levou chutes e ao menos um soco no olho.

Ele foi levado inicialmente ao Hospital Municipal Evandro Freire, na Ilha do Governador — o mesmo onde havia sido atendido em episódios anteriores.

Pela gravidade do ferimento, foi transferido para o Hospital Souza Aguiar, onde recebeu o diagnóstico de perda irreversível da visão do olho direito.

“É uma sensação de impunidade, de algo que aconteceu com o meu filho, mas pode acontecer com qualquer um. Algo que prejudicou até mesmo o futuro dele. E eu tenho tentado combater esses sentimentos dentro de mim”, disse a mãe.

A mãe afirma que as agressões foram cometidas por alunos mais velhos. Segundo ela, os filhos agora têm medo de voltar para a escola.

O que dizem as autoridades
A Secretaria Municipal de Educação (SME) afirmou, em nota, que o aluno recebeu atendimento imediato e foi encaminhado ao hospital mais próximo, sendo transferido para o Souza Aguiar.

A pasta disse que a escola acolheu o estudante e a responsável desde o início e que foi instaurada sindicância para apurar o histórico do caso.

O aluno apontado como autor da agressão foi transferido para outra unidade.

A Polícia Civil informou que o caso é investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav).

Com informações de g1