Créditos: Fellipe Sampaio /STF
Alvo de sanções do governo dos Estados Unidos por meio da Lei Magnitsky, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, deve se pronunciar oficialmente nesta sexta-feira (1º), na reabertura dos trabalhos do Judiciário. A fala será uma resposta à retaliação americana, que revogou seu visto e impôs restrições a seus familiares e aliados.
Outros ministros da Corte, como o presidente Luís Roberto Barroso e o decano Gilmar Mendes, também são esperados para se posicionar. Até o momento, apenas Flávio Dino se manifestou, prestando solidariedade a Moraes e reforçando que ele “apenas cumpre seu dever, conforme a Constituição”.
Internamente, o STF tem evitado pronunciamentos públicos sobre as pressões internacionais, avaliando que a resposta deve partir do governo federal por vias diplomáticas. A CNN apurou que o Planalto e o Itamaraty estão alinhando o tom e o momento da manifestação oficial, que ganha urgência após Trump antecipar a aplicação de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.
No início de julho, Lula e Barroso conversaram por telefone e acordaram que o governo ficaria encarregado de responder formalmente às ações dos EUA contra o Supremo.

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