Créditos: Brenno Carvalho
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), negou nesta quinta-feira (7) ter feito acordo com a oposição para encerrar a obstrução dos trabalhos e afirmou que a presidência da Casa é "inegociável". “Não negociaremos prerrogativas com oposição, governo ou qualquer outro. A presidência da Câmara não está em pauta”, declarou.
Após dias de tensão e ocupação da Mesa pela oposição, Motta conseguiu reassumir o comando da Casa na noite de quarta-feira (6), após articulações com líderes do PP, União Brasil, PSD, MDB, Republicanos, PT, PSB e PDT. O líder do PL, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que o avanço do debate sobre o fim do foro privilegiado ajudou a encerrar a ocupação.
O projeto que acaba com o foro especial já foi aprovado no Senado e está pronto para ser votado na Câmara. A proposta mantém o foro apenas para presidente, vice e chefes dos Três Poderes. Oposição tenta usá-la para beneficiar Bolsonaro, mas líderes avaliam que não há tempo para que influencie no julgamento marcado para setembro.
Motta condenou a obstrução e ameaçou suspender o mandato de quem insistisse. Mesmo assim, bolsonaristas resistiram até nova rodada de reuniões com Arthur Lira (PP-AL), que participou das articulações. Após acordo, a sessão foi aberta às 22h24 e encerrada em menos de 20 minutos, sem votações.
“Não vamos resolver nada na base da agressão. Esta Mesa é inegociável e será firme na defesa da democracia”, declarou Motta, sem citar diretamente a prisão domiciliar de Bolsonaro. Uma nova sessão foi convocada para esta quinta-feira (7).
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