MP pede R$ 2 milhões a Claudia Leitte por troca de letra sobre Iemanjá

19 de Dezembro 2025 - 16h48
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O Ministério Público da Bahia entrou com uma ação civil pública contra Claudia Leitte, pedindo que a cantora seja condenada ao pagamento de R$ 2 milhões por dano moral coletivo por suposta discriminação religiosa.

A ação se baseia na alteração do verso da música Caranguejo em 2024 — segundo o MP-BA, Claudia substituiu “saudando a rainha Iemanjá” por “eu canto meu rei Yeshua”.

O processo foi apresentado pela promotora Lívia Maria Santana e Sant’Anna Vaz, da Promotoria de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa, e pelo promotor Alan Cedraz Carneiro Santiago, coordenador do Nudephac.

Além do valor pedido, o MP solicita que a indenização vá para o Fundo Estadual de Defesa dos Direitos Difusos ou entidades religiosas afro, e que Claudia faça retratação pública e se comprometa a não repetir atos considerados discriminatórios em shows, entrevistas, produções artísticas ou redes sociais.

A denúncia nasceu de uma representação da iyalorixá Jaciara Ribeiro e do Instituto de Defesa dos Direitos das Religiões Afro-Brasileiras (Idafro).

A assessoria da cantora não respondeu.

Nota enviada pelo Ministério Público da Bahia:

“O Ministério Público do Estado da Bahia informa que a Promotoria de Justiça de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa e o Núcleo de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural (Nudephac) ajuizaram ação contra a cantora Cláudia Leitte, solicitando, em caráter liminar, que a artista não pratique qualquer ato de discriminação religiosa, direta ou indiretamente, especialmente aqueles que impliquem supressão, alteração ou desvalorização de referências religiosas de matriz africana.

Também foi solicitado que, quando julgada a ação, a cantora seja condenada a pagar indenização por dano moral coletivo e a veicular retratação pública, em meio de comunicação de alcance nacional, em formato e conteúdo a serem aprovados pela Justiça.”