Créditos: Arquivo Pessoal
A mulher que perdeu parte do dedo depois de fazer as unhas em salão e ter infecção relatou que ainda sente dor e que tem dificuldade para realizar tarefas mínimas. Marise Teixeira de Araújo Amorim, de 66 anos, já passou por quatro cirurgias e 70 sessões de fisioterapia e ainda tem mais uma intervenção cirúrgica agendada, segundo a família.
Cinco meses depois de ter uma infecção no dedo da mão após fazer a unha, Marise relatou que ainda sente incômodo na região afetada. Ela precisou fazer um enxerto no dedo porque teve parte da carne necrosada, segundo o médico que realizou o procedimento.
De acordo com a filha dela, Bruna Araújo, a mãe começou a sentir dores no mesmo dia em que foi no salão e três dias depois fez a primeira cirurgia. Mesmo com a reação rápida e agressiva, Marise contou que não pensou nada negativo, só queria ir ao médico rápido para melhorar dor.
Segundo Bruna, a mãe precisou de muitas sessões de fisioterapia, quatro cirurgias, e no início precisava fazer curativo no hospital todos os dias. O tratamento precisou ainda de sessões de câmara hiperbárica, além de ir por alguns dias a uma clínica pra tomar antibiótico na veia, contou Bruna.
De acordo com a filha, Marise vai precisar fazer mais uma cirurgia e tem consulta marcada para o início de agosto onde vai agendar o procedimento.
Entendo o caso
O caso aconteceu em fevereiro deste ano, mas repercutiu nesta semana. Bruna contou que a mãe não tinha o costume de fazer a unha no salão em que houve o problema. Na ocasião, Marise usou os materiais do próprio estabelecimento.
"Ela avisou para a manicure que não gostava de tirar cutícula, e ela foi super cuidadosa. Mas, ao lixar a unha, acabou fazendo um ferimento embaixo. Ela nem percebeu na hora, só foi perceber na hora de tirar o excesso de esmalte porque ardeu no local", contou Bruna.
Ainda de acordo com a filha, a família viajou para São Paulo no mesmo dia e Marise começou a sentir os primeiros incômodos no caminho para o aeroporto. Bruna disse que, na madrugada seguinte, a mãe começou a sentir uma dor muito forte, chegou a desmaiar e, no outro dia pela manhã, foi levada ao hospital.
Contato com o salão
A família entrou em contato com o salão, que não teve o nome divulgado, e disse que o estabelecimento se ofereceu para custear os gastos com o tratamento. Filha de Marise, Bruna Teixeira conta que preferiu não aceitar o auxílio, pois a intenção era alertar e evitar novos casos.
Bruna Teixeira também explicou que a mãe não tem nenhum problema de saúde que pudesse ter contribuído para a rápida evolução do caso. "Ela não tem nenhuma doença, não tem diabetes, não tem problema do coração", salientou.
Com informações de g1

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