Mulher tortura homem e depois o procura em UPA para “terminar serviço”

26 de Fevereiro 2026 - 10h23
Créditos: Reprodução/Na Cidade News


Uma mulher identificada como Beatriz Elissandra Marques Carvalho, 24 anos, foi presa em flagrante nesta quarta-feira (25) após filmar as torturas que praticou contra um homem que ela conheceu em um bar de Ceilândia (DF). A informação é do Metrópoles.

As imagens foram divulgadas pela página Na Cidade News. Na gravação, ela aparece usando uma máscara no rosto, enquanto exibe alguns objetos para a câmera, dentre eles um isqueiro aceso. 

Veja:

 

Beatriz teria tentado dopar a vítima com medicamentos, seguido por uma sessão de agressões físicas e cárcere privado para subtrair o celular, uma blusa e os tênis do homem.

A ocorrência teve início na noite de terça-feira (24), em uma residência. Segundo as investigações, Beatriz utilizou Clonazepam misturado com água para dopar o homem. Ao perceber que ele não havia dormido como esperado, ela passou a agredi-lo fisicamente, causando lesões graves em seu rosto.

A prisão ocorreu após a suspeita comparecer a Unidade de Pronto Atendimento I (UPA) de Ceilândia nesta quarta-feira procurando pelo homem para “terminar de matá-lo”.

Uma equipe da Polícia Militar do DF foi acionada para comparecer à UPA. Aos militares, ela confessou o crime e exibiu vídeos e fotos no próprio celular onde aparecia torturando o homem com um isqueiro próximo ao pescoço dele.

Bastante alterada, ela admitiu ter tentado matar o homem na noite anterior e que o procurava para verificar se ele havia falecido. Caso contrário, Beatriz afirmou que “terminaria o serviço”.

Questionada sobre o local do crime, Beatriz indicou a própria residência. Os policiais deslocaram-se com a mulher até o imóvel, onde encontraram grande quantidade de sangue, além da faca utilizada na sessão de tortura.

Vídeos em grupo do WhatsApp
Em depoimento, o dono de um bar da região afirmou que Beatriz costuma frequentar o estabelecimento dele para beber com outros clientes. Na ocasião, ela passou a ingerir bebida alcóolica com o homem que viria a torturar posteriormente.

Os dois deixaram o bar juntos e se dirigiram para a residência dela. Horas depois, o proprietário do comércio tomou conhecimento, por meio de vídeos em um grupo de WhatsApp, que o cliente em questão estava sendo torturado por Beatriz.

Diante disso, ele disse que se deslocou até a casa da suspeita para verificar a situação. Ao chegar, encontrou outras pessoas socorrendo a vítima e cortando as amarras de suas mãos. 

O caso foi registrado na 15ª Delegacia de Polícia (Ceilândia) como roubo com restrição de liberdade da vítima e cárcere privado.