Créditos: William Cardoso/Metrópoles
O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSol), participou neste domingo (14/12) de manifestação contra o Congresso Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo. O ato foi convocado por grupos de esquerda após a aprovação, na Câmara, do PL da Dosimetria, que reduz penas de condenados por tentativa de golpe de Estado.
No palanque, Boulos classificou o projeto como uma “anistia envergonhada”, após aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não conseguirem aprovar uma anistia ampla. “Nós queremos que ela seja barrada, porque golpista bom é golpista preso”, afirmou. Segundo ele, a mobilização também é um recado ao Senado para que não avance com o texto.
Antes do discurso, o ministro criticou outras medidas aprovadas recentemente pelo Congresso, como a PEC do Marco Temporal das Terras Indígenas, e disse que as manifestações nacionais buscam pressionar parlamentares. Questionado sobre um possível veto do presidente Lula ao projeto, afirmou que a decisão cabe ao chefe do Executivo, mas ressaltou que Lula é contrário à anistia.
Com o lema “Congresso Inimigo do Povo”, os atos ocorrem em diversas capitais e são organizados pelas frentes Povo Sem Medo e Brasil Popular, com participação de movimentos como MST e MTST. Além da crítica ao PL da Dosimetria, os protestos também defendem o fim da escala de trabalho 6×1 e ações de combate ao feminicídio.
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