Quando o assunto é propina e corrupção no Brasil, sempre há a possibilidade de surgir algo novo pela frente. Agora vem à tona que a empreiteira OAS usava empresas prestadoras de serviço como laranjas, para disfarçar doações em campanhas eleitorais. A denúncia foi feita por executivos que firmaram acordo de delação.

É o que eles próprios chamavam de "caixa 3". A construtora orientava fornecedores de suas obras a fazerem doações oficiais nas campanhas, para partidos ou candidaturas de seu interesse e compensava esses valores com contratos superfaturados em suas construções. A notícia é destaque deste sábado na Folha de São Paulo.

Com isso, a OAS evitava associar seu nome a determinados candidatos e ficava livre para ultrapassar limites de repasses impostos pela lei eleitoral, que naquela época (entre 2010 e 2014), proibiam uma companhia de doar mais de 2% de seu faturamento bruto.