Já em alta antes da pandemia do novo coronavírus, o home office se consolidou de vez com a quarentena. Obrigados a trabalhar de casa, funcionários de empresas do mundo inteiro constataram que muitas de suas funções poderiam perfeitamente ser realizadas à distância – e os patrões se deram conta do tamanho da economia que esse modelo traz. Uma pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que 30% das empresas brasileiras manterão o trabalho em casa quando a pandemia terminar. 

Mas se é possível trabalhar remotamente, importa de onde? No caso dos nômades digitais, a resposta é não. Esses profissionais são pessoas que adoram conhecer novos destinos e não se preocupam em fixar raízes em um lugar só – para eles, basta ter um bom acesso à internet para desempenhar suas atividades em qualquer região do mundo. Este regime de trabalho e estilo de vida itinerante vem se tornado cada vez mais popular nos últimos anos, especialmente entre os autônomos, e tem sido incentivado inclusive por governos internacionais.

É o caso da Estônia, por exemplo. Em junho, a nação báltica anunciou a criação de um visto especial para nômades digitais que, ao invés dos típicos 90 dias de permanência, agora poderão viver (e trabalhar) legalmente por até um ano em terras estonianas. Segundo o governo, até 1.800 vistos serão disponibilizados por ano e o principal critério será a comprovação de renda remota. 

O intuito da nova categoria é atrair novos trabalhadores para viver e gastar dinheiro dentro do país – tudo isso sem “tomar” empregos dos locais. A novidade complementa o já existente programa e-Residency, no qual estrangeiros ganham acesso aos serviços digitais do governo da Estônia e podem abrir uma empresa com residência na União Europeia, sem a necessidade de estar presente fisicamente na região. 

Outro país que abriu as portas para estrangeiros trabalharem foi a Geórgia, nação que faz fronteira com a Turquia. O país também atualizou a sua política de visto para atrair freelancers e autônomos: estes profissionais poderão permanecer e trabalhar remotamente por pelo menos seis meses. Os interessados precisarão preencher um formulário online – que estará disponível em breve –, mas os requisitos ainda não foram detalhados. Como medida de segurança, será necessário fazer uma quarentena de 14 dias às próprias custas ao chegar no país. 

Para além do continente europeu, o Caribe também é uma opção para quem quer um novo tipo de vida e de escritório. Isso porque a primeira-ministra de Barbados, Mia Amor Mottley, recentemente anunciou o lançamento do “selo de boas-vindas de 12 meses”, espécie de visto especial para estrangeiros trabalharem remotamente na ilha por até um ano.

A primeira-ministra anunciou que o visto permitirá que pessoas dos Estados Unidos, Europa e América Latina venham para Barbados trabalhar remotamente por alguns meses. Com o visto especial, Barbados tem uma intenção parecida com a Estônia: atrair visitantes pós-pandemia, principalmente porque a economia da região é bastante dependente do turismo e teve um baque com o coronavírus.

Com informações de Viagem e Turismo