Paternidade se constrói no dia a dia, não com 'superpoderes', dizem especialistas

10 de Agosto 2025 - 14h16
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Presentes como xícaras com “Pai, meu herói” reforçam o estereótipo do pai como figura extraordinária. Especialistas criticam essa visão e defendem uma paternidade baseada na presença real e no cuidado cotidiano.

A psicanalista Vera Iaconelli lembra que tanto o “instinto materno” quanto o “instinto paterno” são construções sociais. Para ela, associar cuidado apenas às mães reforça ideias machistas que afastam os homens da criação dos filhos.

Termos como “paternidade ativa” também são questionados. “Se é pai, tem que ser ativo — como a mãe. Não deveria ser exceção”, diz o psicólogo Filipe Colombini.

O especialista Tiago Koch destaca que o cuidado é uma habilidade aprendida com envolvimento e persistência. A falta de contato desde a gestação contribui para a desconexão entre pais e filhos.

Licenças-paternidade curtas, dificuldade dos homens em pedir ajuda e falta de educação emocional são barreiras comuns. Para os especialistas, vínculo não é automático — é construído na rotina.

Benefícios da presença paterna:

Crianças mais seguras e emocionalmente saudáveis

Redução da sobrecarga materna

Pais mais conectados com suas emoções