Implantada em meados do mês de maio de 2017 no Rio Grande do Norte, a Patrulha Maria da Penha tinha a missão de prevenir a violência doméstica e familiar, garantindo a integridade física e proteção a mulheres que estão sob medida protetiva expedidas pela justiça. A iniciativa, porém, deixou de ser posta em prática no mês de outubro de 2018, de acordo com a deputado estadual Cristiane Dantas (PPL).

Autora da Lei N° 10.097/2016 que criou a Patrulha Maria da Penha, a parlamentar declarou nesta quinta-feira (21) que a patrulha - executada pela Companhia de Policiamento Feminino (CPFEM) da Polícia Militar em parceira com assistentes sociais da Secretaria de Mulheres (SPM/RN) – está desativada por falta de efetivo.

“A Patrulha Maria da Penha precisa voltar a fiscalizar isso porque é triste ver que uma mulher procurou a delegacia e a justiça, obteve a medida protetiva e, ainda assim, ser vítima de feminicídio. Somente no mês de janeiro, foram computados mais de 100 feminicídios no Brasil e no Rio Grande do Norte os números também são alarmantes”, destacou.