O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta sexta-feira (5) que a construção do Complexo Industrial de Biotecnologia em Saúde (Cibs) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na zona oeste do Rio de Janeiro, é um marco para o Sistema Único de Saúde (SUS) e será essencial para que o Brasil alcance a autossuficiência na produção de vacinas.
“Precisamos ser autossuficientes na produção de Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), de vacinas e insumos para combater esse e os próximos vírus que virão. Esse é um marco para a saúde pública do Brasil e para o SUS”, disse o titular da Saúde no lançamento do edital de licitação do Cibs.
“Isso é muito importante e se havia alguma dúvida a pandemia tirou essa dúvida. Esse complexo representa importante reforço para nosso Programa Nacional de Imunização, que pela relevância e grandeza do nosso país, também é o maior programa de imunizações do mundo”, continuou.
Pazuello disse que no sábado (6), a Fiocruz vai receber os insumos necessários para iniciar produção nacional do imunizante de Oxford/AstraZeneca. O ministro afirmou ainda que projeta a produção de 100 milhões de doses ainda no primeiro semestre deste ano, e 20 milhões de doses ao mês no segundo semestre, com a produção do IFA no país.
Ele disse que, além desse imunizante, a pasta já firmou contrato para compra de doses do Instituto Butantan e que negocia com outros laboratórios, como o indiano Bharat Biotech, que produz a Covaxin, e o Instituto Gamaleya, que fabrica a Sputnik V.
Segundo Pazuello Saúde, um acordo com as duas empresas poderia resultar na entrega de mais 30 milhões de doses de vacina nos próximos meses.
No entanto, o ministro disse que somente a vacina não vai solucionar a pandemia. "Precisamos continuar as medidas preventivas, as medidas de afastamento social", declarou. "Precisamos continuar com os cuidados para evitar a propagação do vírus entre as pessoas".
Fonte: CNN

