Pedro Turra torturou amiga com choque nos seios: “Implorava pra parar”

14 de Fevereiro 2026 - 07h41
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Novos relatos contra o ex-piloto Pedro Arthur Turra Basso, 19 anos, acusado de agredir e matar o adolescente Rodrigo Castanheira, 16, apontam episódios anteriores de violência. Uma amiga do jovem afirmou à polícia que foi torturada com uma arma de choque por cerca de 10 minutos dentro de um carro, em 2025, no Park Way (DF), enquanto implorava para que ele parasse. Segundo o boletim de ocorrência, as descargas foram aplicadas nos seios, barriga e pernas, e só cessaram quando o aparelho descarregou. Ela disse que não denunciou antes por trauma e só registrou o caso após iniciar terapia, em dezembro de 2025.

A mesma vítima também denunciou que foi obrigada por Turra a beber vodca à força durante uma festa no Jockey Club, em junho de 2025. Segundo o relato, mesmo após negar, ela teria sido segurada por outras pessoas enquanto o acusado despejou a bebida em sua boca.

As denúncias ganharam repercussão após Turra ser preso pela agressão contra Rodrigo, ocorrida em 22 de janeiro, em Vicente Pires (DF). Durante uma briga na saída de uma festa, ele teria dado um soco que fez o adolescente bater a cabeça em um carro. Rodrigo foi internado, chegou a vomitar sangue e morreu em 7 de fevereiro.

Turra chegou a ser solto após pagar fiança, mas voltou a ser preso preventivamente em 30 de janeiro. Ele foi expulso da Fórmula Delta e novas acusações surgiram, incluindo agressões em brigas de trânsito e ataques a outras pessoas em 2025.

Na quinta-feira (12/2), o Tribunal de Justiça do DF manteve, por unanimidade, a prisão preventiva. O Ministério Público denunciou o ex-piloto por homicídio doloso qualificado por motivo fútil, com pedido de indenização mínima de R$ 400 mil à família da vítima. A Justiça aceitou a denúncia, tornando Turra réu. Se condenado, ele pode pegar até 30 anos de prisão.

A defesa afirmou que respeita a decisão, mas discorda do entendimento e seguirá buscando a liberdade do cliente nos tribunais superiores.