Créditos: Reprodução
Ilustres integrantes do PT e de outros partidos de esquerda, sempre muito falantes para denunciar e acusar adversários, mantiveram silêncio sobre os casos de assédio e importunação sexual ocorridos no governo Lula (PT), mostrando-se incapazes até mesmo da manifestar solidariedade à ministra Anielle Franco (Igualdade Racial), uma das mulheres denunciadas à ONG Me Too Brasil como vítimas do ministro dos Direitos Humanos, Silvio Almeida.
Os casos, inclusive o que vitimou a ministra, ocorreram durante o ano de 2023 e foram levados ao conhecimento do Palácio do Planalto. Apesar disso, o silêncio de proteção aos abusos ficou estabelecido até que o caso vazou para a imprensa, semana passada.
Já são 557 casos somente em 2024
O assédio sexual pode se ter transformado em política de exercício do poder petista: reportagem do jornal O Globo deste domingo (8) revelou que somente na Controladoria Geral da República (CGU) se acumularam entre janeiro e agosto deste ano 557 denúncias de assédio semelhantes ao do ministro petista demitido após a denúncia.
Os casos de assédio ou importunação sexual no governo Lula já ultrapassaram, até agosto, o total de 531 casos denunciados à CGU durante todo o ano de 2023.
Mesmo com a divulgação do fato, a esquerda se mantém calada até agora. Não era assim, A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, atacou o então presidente da Caixa, Pedro Guimarães, tão logo tomou conhecimento de acusação contra ele sentenciando que o executivo “praticou assédio sexual”. A ativista do partido Rede foi mais além, acusando o governo de Jair Bolsonaro de “violência contra as mulheres” e chamando isso de “método de opressão característico de governos fascistas”.
Guimarães foi logo demitido por Bolsonaro, mas figuras como a deputada Maria do Rosário (RS) publicaram posts em suas contas na rede social X, ex-Twitter, para afirmar que o caso mostrava “a cara deste governo machista”. Mas, desta vez, ela “passou pano” no caso de importunação sexual do ex-ministro Almeida, sem denunciá-lo publicamente, também se solidarizar com a ministra desde a ocorrência infame, em 2023.
O senador Randolfe Rodrigues (AP) também subiu nas tamancas contra o então presidente da Caixa anunciando que o convocaria a prestar depoimento na Comissão de Direitos Humanos do Senado. Atualmente líder no Congresso, Randolfe nem sequer mencionou o ministro dos Direitos Humanos.
Também se manteve omissa no caso Silvio Almeida a deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente do PT, que faz pose de defensora dos direitos das mulheres oprimidas e vítimas de violência. No episódio envolvendo o então presidente da Caixa, a petista citou Guimarães como exemplo dessa “gente repugnante” que Bolsonaro nomeou em seu governo. Sobre o horror sofrido pela ministra Anielle e as demais vítimas do ex-ministro petista, nenhuma palavra.
Outra figura que sempre soube usar do oportunismo político com maestria, a atual ministra Simone Tebet (Planejamento) era senadora na ocasião das denúncias que resultaram na demissão do presidente da Caixa. Ela usou suas redes sociais para bradar: “Conduta inadmissível!” E exigiu “investigação, apuração rigorosa e imediata dos fatos”. Mas quando o acusado de importunação sexual foi um ministro do governo de que faz parte e que uma das vítimas é mulher e sua colega ministra, Simone Tebet se utilizou do conhecido oportunismo político, desta vez, para fazer um constrangedor voto de silêncio.
A ministra Anielle Franco, que também se manteve calada durante cerca de um ano “para não prejudicar o governo”, segundo porta-vozes do Planalto na imprensa, não foi a única vítima de importunação sexual de Silvio Almeida.
Com informações de Diário do Poder

