Créditos: Reprodução
A Polícia Federal (PF) encontrou evidências de que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como “Sicário”, monitoraram ilegalmente o empresário Vladimir Timerman, fundador da Esh Capital, após ele denunciar supostas irregularidades envolvendo o Banco Master e operações na Gafisa. As informações constam em relatório da Operação Compliance Zero, que reúne mensagens e documentos obtidos durante a investigação.
Segundo a PF, conversas de dezembro de 2023 mostram Vorcaro determinando a adoção de uma “medida urgente” contra Timerman. Em resposta, Sicário afirmou que o empresário estava sendo monitorado 24 horas por dia e disse que sua equipe levantava informações para, se necessário, acessar e-mails, contas de WhatsApp e perfis em redes sociais.
A investigação aponta ainda que Vorcaro teve acesso a procedimentos policiais sigilosos envolvendo Timerman. Para a PF, as mensagens indicam que o ex-banqueiro acompanhava o andamento de investigações e buscava utilizar as informações para pressionar o empresário durante a disputa judicial.
Os investigadores afirmam que o monitoramento continuou em 2024. Sicário teria conseguido novos documentos sigilosos de investigações da PF, e informou a Vorcaro que possuía “acesso total e ilimitado” a sistemas de consulta processual. A origem desse acesso ainda é investigada.
De acordo com a Polícia Federal, Sicário comandava uma estrutura que atuava para Vorcaro na obtenção de documentos sigilosos, monitoramento de pessoas, intimidação de desafetos e gerenciamento de hackers. Ele morreu em março de 2026, após cometer suicídio enquanto estava preso preventivamente na Operação Compliance Zero.
A disputa judicial terminou com derrota de Vorcaro. A Justiça de São Paulo rejeitou a queixa-crime apresentada pelo ex-banqueiro contra Vladimir Timerman por falta de justa causa, decisão posteriormente mantida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
Com informações de O Globo


