Créditos: Jose Cruz/Agência Brasil
Em meio à segunda semana de julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, réu por tentativa de golpe no STF, o Palácio do Planalto articula estratégias para barrar a aprovação do projeto de anistia no Congresso. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, convocou para esta segunda-feira (8) uma reunião com ministros de centro-direita.
O encontro no Planalto deve reunir integrantes do PP, União Brasil, PSD, MDB e Republicanos, além de outros ministros com influência sobre as bancadas da Câmara e do Senado.
Parlamentares da direita pressionam o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para votar a anistia em regime de urgência logo após o julgamento de Bolsonaro. O governo, por sua vez, tem buscado convencer deputados de que a medida traria desgaste político, já que ainda precisaria passar pelo Senado. O presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), já defendeu a redução das penas dos envolvidos no 8 de Janeiro, mas sem incluir réus de maior peso, como Bolsonaro.
Na semana passada, o presidente Lula alertou para o risco:
“Se for votar no Congresso [a anistia], corremos o risco da anistia [ser aprovada]. O Congresso, vocês sabem, não é um Congresso eleito pela periferia. Ele tem ajudado o governo, temos aprovado tudo que enviamos, mas a extrema-direita tem muita força ainda no Congresso.”
Segundo a Secretaria de Comunicação, a reunião desta segunda não deve tratar apenas da anistia, mas também de pautas prioritárias para o segundo semestre, como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, a PEC da Segurança Pública e outras medidas provisórias.


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