O Palácio do Planalto determinou que o carro alegórico que homenageará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no desfile da Acadêmicos de Niterói seja restrito a amigos sem mandato eletivo ou cargos públicos.
A decisão busca reduzir riscos jurídicos e eleitorais, mesmo após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitar, por unanimidade, pedidos para suspender a homenagem sob alegação de propaganda antecipada.
Segundo apuração, a orientação foi reforçada após reuniões no Planalto e análises jurídicas. A avaliação interna é de que não haveria irregularidade, mas a presença de ministros e autoridades poderia gerar desgaste político e prejudicar a escola, estreante no Grupo Especial.
A medida é mais um recuo do governo. A Advocacia-Geral da União (AGU) já havia orientado ministros a evitarem o desfile. Depois, o ministro da Secom, Sidônio Palmeira, vetou a participação do primeiro escalão no carro alegórico. Na quinta-feira (12), a Presidência formalizou a restrição.
Políticos que haviam confirmado presença receberam ligações comunicando a mudança. A preocupação do Planalto é que imagens do desfile possam ser usadas pela oposição durante a campanha eleitoral, com questionamentos sobre uso da máquina pública.
O presidente acompanhará os desfiles na Marquês de Sapucaí em camarote organizado pela Presidência, após o prefeito Eduardo Paes transferir a organização ao governo federal. Lula não desfila.
A primeira-dama Janja participará do desfile como destaque da escola, já que não ocupa cargo eletivo. O retorno a Brasília está previsto para segunda-feira (16), e no dia seguinte o presidente embarca para compromissos na Ásia.

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