Pressionado pelo União Brasil, ministro de Lula resiste em deixar cargo e fica sob risco de expulsão da sigla

30 de Agosto 2025 - 06h31
Créditos: Ricardo Stuckert/PR

O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), negou na sexta-feira (29/8) ter decisão sobre deixar o governo, apesar da pressão da cúpula do União Brasil para que a sigla desembarque da gestão Lula após críticas do presidente ao líder do partido, Antonio Rueda.

Sabino tenta convencer Rueda a permitir sua permanência, mas ouviu que, se não sair, pode ser expulso da legenda. O ministro insiste que pretende continuar no governo e no partido.

A Executiva Nacional do União se reúne na próxima quarta-feira (4/9) para aprovar uma resolução proibindo filiados de ocupar cargos na Esplanada. A medida deve atingir apenas Sabino, já que ministros indicados por Davi Alcolumbre (União-AP) não são filiados.

A pressão aumentou após governadores Ronaldo Caiado (GO) e Mauro Mendes (MT) cobrarem, em grupo de WhatsApp, a saída do partido do governo. Sabino defendeu Lula, mas ficou isolado.

Na reunião ministerial, Lula disse não contar com o União em 2026 e afirmou que não gosta pessoalmente de Rueda. O dirigente rebateu que o convívio democrático se dá pelo respeito às instituições.