Prima acusa Suzane von Richthofen de furtar casa de tio morto

05 de Fevereiro 2026 - 18h29
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Em meio à disputa judicial pela herança do médico Miguel Abdalla Netto, encontrado morto aos 76 anos, a prima Carmem Silvia Magnani acusou Suzane von Richthofen de furto de bens do espólio. O corpo foi localizado em 9 de janeiro, na Vila Congonhas, zona sul de São Paulo.

A denúncia foi feita em 3 de fevereiro e afirma que Suzane teria admitido, no processo de inventário, estar na posse de bens do espólio — como um carro — sem autorização judicial. A Polícia Civil investiga um furto ocorrido na residência em 20 de janeiro, quando o imóvel foi invadido e teve móveis, documentos e dinheiro levados.

A herança, estimada em R$ 5 milhões, é alvo de disputa. Suzane tenta o reconhecimento de união estável com o tio; o irmão dela, Andreas, teria renunciado aos bens. Miguel não era casado, não tinha filhos e não deixou testamento. Até o momento, ninguém foi nomeado inventariante. Apesar da condenação pelo assassinato dos pais, não há impedimento legal automático para Suzane herdar.

Silvia Magnani afirma ter sido companheira do médico por mais de dez anos e diz que um veículo do espólio foi retirado da casa sem autorização. Em nota, ela pediu que o inventário seja conduzido por alguém idôneo e informou ter cuidado dos trâmites do sepultamento e colaborado com as autoridades.

Embora a PM tenha indicado morte natural, o caso foi registrado como morte suspeita no 27º DP (Campo Belo), que abriu inquérito. Após o falecimento, Suzane tentou assumir a liberação do corpo no IML, apesar de a documentação já ter sido iniciada por Silvia.

Miguel Abdalla era tutor de Andreas e foi ex-inventariante dos bens dos pais de Suzane, assassinados em 2002. Suzane cumpre pena em regime aberto desde janeiro de 2023.