Prisão de Bolsonaro acirra clima no Senado e eleva pressão em indicação de Messias ao STF

23 de Novembro 2025 - 07h27
Créditos: BRENO ESAKI/METRÓPOLES

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro, cumprida pela Polícia Federal neste sábado (22) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, elevou a tensão política em Brasília e deve impactar diretamente a análise da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal. No governo, já se avalia que o episódio aumentará a pressão sobre o chefe da AGU durante a sabatina no Senado.

Segundo a coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, as dificuldades para Messias não começaram agora. Antes mesmo da prisão, senadores já haviam alertado o Planalto de que o indicado não tinha votos suficientes. A preocupação cresceu após a recondução apertada do procurador-geral Paulo Gonet, aprovada por 45 a 26 — o resultado mais estreito desde a redemocratização. Agora, aliados admitem que a prisão de Bolsonaro deve dominar as perguntas e tensionar ainda mais a votação.

A oposição prepara uma ofensiva para desgastar o indicado de Lula, vinculando o episódio a outros problemas do governo, especialmente o caso da “farra do INSS”. Senadores contrários planejam argumentar que a AGU já conhecia irregularidades e não agiu, sustentando ainda o pedido para que Messias seja convocado à CPMI.

Precisando de 41 votos para ser aprovado, Messias enfrenta um dos momentos mais delicados da articulação política do governo. A prisão de Bolsonaro, somada às recentes derrotas e ao desgaste interno, transforma a sabatina em um teste crucial da real força da base governista no Senado.