Produção industrial brasileira chega ao quinto mês seguido sem crescimento, diz IBGE

02 de Abril 2025 - 10h58
Créditos: Reprodução


A produção industrial brasileira variou -0,1 em fevereiro na comparação com janeiro, engatando o quinto mês consecutivo sem crescimento. A redução acontece após a estabilização ocorrida em janeiro, quando interrompeu três meses consecutivos de taxas negativas. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal divulgados nesta quarta-feira (2) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No ano, o setor acumula alta de 1,4% e, em 12 meses, de 2,6%.

Com esses resultados, a indústria se encontra 1,1% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 15,7% aquém do ponto mais alto da série histórica, obtido em maio de 2011.

Segundo André Macedo, gerente da pesquisa, o desempenho negativo da indústria em fevereiro reforça o comportamento de menor intensidade da produção industrial nos últimos meses.

“Essa perda de dinamismo da indústria tem relação com a redução dos níveis de confiança das famílias e dos empresários, explicada, em grande parte, pelo aperto na política monetária (com o aumento das taxas de juros a partir de setembro de 2024), a depreciação cambial (pressionando os custos de produção) e a alta da inflação (especialmente a de alimentos, o que impacta na renda disponível das famílias)”, explicou.

Em fevereiro, duas das quatro grandes categorias econômicas e 14 dos 25 ramos industriais pesquisados tiveram queda na produção. As principais influências negativas vieram de:

produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-12,3%)
máquinas e equipamentos (-2,7%)
produtos de madeira (-8,6%)
produtos diversos (-5,9%)
veículos automotores, reboques e carrocerias (-0,7%)
máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-1,4%)
equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-1,5%)
móveis (-2,1%).

No sentido oposto, entre as 11 atividades que apresentaram alta na produção, indústrias extrativas (2,7%) e produtos alimentícios (1,7%) exerceram os principais impactos em fevereiro de 2025.

Também houve avanços expressivos nos ramos de produtos químicos (2,1%), celulose, papel e produtos de papel (1,8%), produtos de borracha e de material plástico (1,2%) e outros equipamentos de transporte (2,2%).

Em relação às grandes categorias econômicas, ainda na comparação com janeiro, os setores de bens de consumo duráveis (-3,2%) e bens de consumo semi e não duráveis (-0,8%) apresentaram as taxas negativas mais elevadas.

No sentido inverso, os setores de bens de capital (0,8%) e bens intermediários (0,8%) alcançaram resultados positivos no segundo mês do ano.

Com informações de R7

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