O diretório estadual do PSB no Tocantins removeu a candidatura do ex-técnico Vanderlei Luxemburgo ao Senado pelo estado. O nome de Luxemburgo não foi aprovado pelo diretório em reunião realizada nesta sexta-feira (5). 

O nome escolhido pela legenda para substituir o do ex-técnico foi o de Carlos Amastha, ex-prefeito de Palmas.

Em uma "carta aberta ao povo tocantinense", Luxemburgo disse que nunca foi chamado para discutir mudanças nas chapas majoritária ou proporcional e que não sabe "em que momento a minha candidatura ao Senado começou a ser descartada". Segundo ele, a possibilidade de alteração no quadro não foi pautada no diálogo e, sim, na pressão para que declinasse da candidatura.

"Não fui convidado a participar dos diálogos e fui isolado pela presidência. Como complemento à postura ditatorial, vimos a mudança de delegados nas últimas horas e o impedimento do uso da fala para defender a candidatura na convenção, num processo completamente antidemocrático". 

O ex-técnico também garantiu não ter apego ao cargo de Senador, e que concorreria a outra vaga sem problemas. No entanto, considerou que a condução da situação se deu a partir de "uma postura ditatorial e rasteira".

O presidente do partido, Carlos Siqueira, disse que estas são disputas naturais da "vida democrática". "Pelo que sei a convenção foi realizada de forma regular", disse.

Com informações do UOL