Psicose: Saiba quem são os universitários presos em esquema de cogumelos

04 de Setembro 2025 - 12h26
Créditos: Reprodução

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por meio da Coordenação de Repressão às Drogas (Cord), deflagrou nesta quinta-feira (4/9) a Operação Psicose, considerada uma das maiores ofensivas já realizadas contra o tráfico de drogas sintéticas e psicodélicas no Brasil.

Entre os presos estão os universitários brasilienses Igor Tavares Mirailh e Lucas Tauan Fernandes Miguins, apontados como líderes de uma célula criminosa na capital. Segundo as investigações, eles mantinham uma linha de produção própria de cogumelos alucinógenos com psilocibina, droga popular em festas eletrônicas.

De forma organizada, os dois transformaram laboratórios improvisados em centros de produção e vendiam os produtos por meio de uma plataforma on-line com catálogo, fotos, descrições de efeitos e opções de pagamento como Pix, cartão e transferências. As entregas eram feitas em embalagens discretas, via transportadoras e Correios, em esquema semelhante ao dropshipping.

Além disso, mantinham um grupo exclusivo no WhatsApp para clientes trocarem experiências e receberem orientações de consumo, o que ajudava a fidelizar compradores.

O trabalho de inteligência revelou ainda um centro de distribuição em Curitiba (PR), com produção em escala industrial, além de empresas de fachada em Santa Catarina e Paraná usadas para lavagem de dinheiro.

A operação mobilizou cerca de 150 policiais civis, que cumpriram 20 mandados de busca e apreensão e nove prisões preventivas em sete estados: DF, PR, SC, SP, PA, MG e ES. Foram apreendidos computadores, celulares e documentos contábeis da organização.

Segundo a PCDF, a rede movimentava até R$ 200 mil por dia, combinando produção avançada, logística eficiente e marketing digital agressivo.