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Os Correios acumulam um prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro, quase três vezes o registrado no mesmo período de 2024 (R$ 2,1 bilhões). O conselho da estatal aprovou as demonstrações do terceiro trimestre nesta sexta-feira (28).
O rombo é atribuído à queda de receitas, aumento das despesas operacionais e novas obrigações judiciais e trabalhistas. Para evitar o colapso, o governo negocia um empréstimo de R$ 20 bilhões, garantido pelo Tesouro Nacional. A operação deve ser fechada na próxima semana, com prazo de pagamento de 15 anos.
O plano de reestruturação prevê demissão voluntária de 10 mil funcionários e o fechamento de pelo menos 1 mil agências. Sem essas medidas, os prejuízos podem chegar a R$ 23 bilhões em 2026. A expectativa é que os Correios voltem a ter lucro apenas em 2027.
A estatal também estuda abertura de capital e criação de joint ventures para captar recursos, mantendo o controle da União.


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