O Rio Grande do Norte está entre os três estados com números mais expressivos nas parcerias do Serviço Social da Indústria (SESI) — com governos estaduais e prefeituras —para vacinação contra Covid-19. Mais de 731 mil pessoas foram vacinadas, até 16 de julho, contra o coronavírus, com apoio do SESI. Deste total, 198.543 foram no Rio de Janeiro; 130.679, no Amazonas; e 100.690, em Natal. Nesta terça-feira (20), o Rio Grande do Norte alcançou a marca de 120.548 doses aplicadas através do Ação Pela Vida.

 

Os resultados obtidos na parceria no RN são resultados do programa Ação pela Vida. “É um marco histórico que registramos no Sistema Indústria. Através da nossa equipe, estamos trazendo uma contribuição relevante para o combate ao covid-19”, disse o presidente da FIERN, Amaro Sales, quando o Sistema FIERN alcançou a marca importante no Ação Pela Vida de 100 mil doses de vacinas contra a Covid-19, aplicadas nos postos de vacinação instalados em Natal e Mossoró.

O Ação Pela Vida garante toda a estrutura e pessoal de apoio, enquanto as prefeituras entram com as vacinas e profissionais de saúde que atuam nos locais. Em Natal, são 25 pontos de vacinação instalados no Ginásio do SESI e no estacionamento do SENAI-CTGAS. Em Mossoró, são mais 10 pontos de atendimento, também no Ginásio do SESI.

 

O Plano de Vacinação Contra a Covid-19 da Indústria Potiguar, elaborado pelo programa Mais RN, assegura as informações e dados necessários para essas parcerias — entre Sistema FIERN, Prefeituras e Governo do Estado — que garantem a vacinação dos trabalhadores da indústria. Também nesta terça (20), foram mais de 17 mil industriários imunizados no Rio Grande do Norte através dos postos exclusivos do Ação Pela Vida.

 

Em outras 14 unidades da federação há parcerias para vacinação contra Covid-19: Acre, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Gestores públicos interessados na parceria podem procurar o SESI no seu estado, informou a Agencia CNI (leia mais aqui).

Para contribuir com o país no esforço de imunização em massa da população, o SESI colocou à disposição do poder público sua estrutura, presente em mais de 2,4 mil municípios brasileiros, para apoiar o PNI e o Sistema Único de Saúde (SUS) na aplicação de vacinas em trabalhadores da indústria e na população, se for necessário.

 

“Com esse apoio, o SESI reforça a contribuição da indústria brasileira com os esforços no combate à pandemia, ajudando a desafogar o sistema público de saúde ao agilizar a imunização da população, desde a organização de filas à própria realização do gesto vacinal”, explica o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Robson Braga de Andrade.

 

O apoio às secretarias de saúde está sendo feito de diferentes formas nos estados. Em alguns, como Amazonas e Rio de Janeiro, o SESI disponibiliza suas unidades para serem pontos para vacinação. No Mato Grosso e no Rio Grande do Norte, por exemplo, além da infraestrutura, o SESI disponibiliza profissionais para fazer a triagem e o acolhimento das pessoas que serão vacinadas.

 

A vacinação de trabalhadores da indústria como grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização (PNI) já foi iniciada em algumas unidades da Federação. Segundo dados do Ministério da Saúde, mais de 763 mil trabalhadores do setor já receberam a primeira dose ou dose única do imunizante como grupo prioritário (os dados são de 16 de julho e se referem apenas àqueles vacinados por grupo do PNI).

 

De acordo com o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, a inclusão de trabalhadores de setores essenciais da indústria em grupo prioritário do PNI se justifica pelo papel que esses brasileiros têm exercido nos esforços de enfrentamento à Covid-19.

 

“Os trabalhadores de atividades essenciais da indústria têm permanecido em trabalho presencial, desde o início do estado de calamidade, para manter a população brasileira abastecida e suprida em suas necessidades básicas, desde a produção de alimentos ao fornecimento de medicamentos, oxigênio e equipamentos de proteção individual e médico-hospitalares”, declara Robson Andrade.