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A Polícia Civil de São Paulo identificou que Kauan Alison Alves dos Santos, 20 anos, suspeito de balear o cabo da PM Johannes Kennedy Santana na última quinta-feira (7/8), em Paraisópolis, zona sul da capital, tem ligação com a quadrilha responsável pela morte do delegado Josenildo Belarmino, em janeiro deste ano, em Santo Amaro.
Segundo investigação do 89º Distrito Policial (Morumbi), Kauan integra o grupo que praticava assaltos na região. Embora não tenha participado diretamente do latrocínio contra o delegado, a participação em outros crimes foi apontada por meio da análise de vídeos da ação em que baleou o PM. Os três acusados pela morte de Belarmino já estão presos.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Kauan tem antecedentes por roubo, extorsão e tentativa de homicídio. Outro envolvido na ocorrência, Gabriel Vieira dos Santos, preso no sábado (9/8), tem passagem por receptação e foi identificado como o responsável por subtrair a arma do policial.
Ação registrada por câmera corporal
O crime contra o cabo Santana foi registrado pela câmera acoplada ao uniforme do PM. As imagens mostram a perseguição do suspeito dentro da comunidade, a tentativa de abordagem e a interferência de populares. Em meio à luta corporal, Kauan dispara à queima-roupa no pescoço do policial e foge levando sua arma.
Mesmo ferido, o agente acionou o Centro de Operações da PM (Copom) pedindo socorro. O tiro transfixou o pescoço, fraturando uma pequena vértebra, mas sem atingir órgãos vitais. Ele recebeu alta hospitalar na sexta-feira (8/8).
Prisão de outro suspeito e apreensão de armas
Na sexta-feira, a PM prendeu outro homem que aparece nas imagens tumultuando a abordagem, dificultando a prisão do atirador. Com ele, foram apreendidos seis celulares, munições e uma arma — que não era a roubada do PM.
Busca e impacto na comunidade
Kauan segue foragido. O crime provocou apreensão em Paraisópolis, levando escolas a liberarem alunos mais cedo no dia do ocorrido. Em julho, a comunidade já havia sido palco de protestos após uma operação policial que deixou um morto.
Dados da SSP apontam que a capital concentrou 52,3% dos policiais militares feridos em serviço no estado no primeiro semestre deste ano, com aumento de 83% no número de casos em comparação ao mesmo período de 2023.


