Taiwan disse que 68 aviões chineses e 13 navios de guerra cruzaram a linha média do estreito nesta sexta-feira (5).

A ilha denunciou a China, seu "vizinho do mal", por realizar o segundo dia dos maiores exercícios militares já organizados por Pequim ao redor do território, apesar das condenações dos Estados Unidos e de outros aliados ocidentais.

Na manhã desta sexta-feira, "vários grupos de aeronaves e navios de combate realizaram exercícios ao redor do Estreito de Taiwan e cruzaram a linha média do estreito", afirmou o Ministério da Defesa de Taiwan.

"Este exercício militar chinês, seja pelo lançamento de mísseis balísticos, seja cruzando a linha média do estreito, é altamente provocativo", acrescentou.

A linha média é uma coordenada não oficial, mas de aceitação geral, entre a costa da China continental e a de Taiwan.

A China iniciou as manobras na última quinta-feira (4), com o lançamento de mísseis balísticos e o deslocamento de sua aviação e navios em seis zonas marítimas ao redor de Taiwan, para expressar sua indignação após a visita da presidente da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, a Taiwan.

Pequim não confirmou oficialmente se os mísseis sobrevoaram a ilha e Taipé se recusou a comentar a trajetória dos projéteis.

Apesar das advertências de Pequim, que vê Taiwan como parte de seu território, Pelosi fez uma visita-relâmpago à região na terça-feira (2), na qual garantiu que os Estados Unidos "não abandonarão" a ilha autônoma.

Em resposta, o Exército de Libertação Popular (ELP) chinês declarou várias áreas proibidas ao redor de Taiwan, incluindo algumas das rotas comerciais mais movimentadas do mundo, para manobras militares.

Pequim classificou as manobras, que continuarão até o meio-dia (hora local) do próximo domingo (7), de uma resposta "necessária" à visita de Pelosi.

Com informações do R7