Tarcísio busca ministros do STF para discutir proposta sobre anistia a condenados do 8 de janeiro

03 de Setembro 2025 - 16h29
Créditos: Divulgação/Governo de SP

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), intensificou articulações em Brasília para viabilizar uma anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023 e ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente julgado no STF por tentativa de golpe. Além de reuniões com parlamentares, Tarcísio também buscou ministros da Corte para sondar a possibilidade de declaração de inconstitucionalidade de um eventual projeto aprovado pelo Congresso.

Na terça-feira (2/9), o governador esteve com presidentes da Câmara e do Senado, além de líderes do PP, União Brasil e PSD, para mapear a viabilidade política da medida. Nesta quarta, antes de retornar a São Paulo, espera encontro com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). Tarcísio receberá ainda hoje o líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), no Palácio dos Bandeirantes, para alinhar estratégias sobre a anistia e a agenda do 7 de setembro.

Nos bastidores, a articulação é vista como tentativa de consolidar o apoio de Bolsonaro em 2026. O Centrão o aponta como alternativa para enfrentar Lula, mas aliados do ex-presidente veem pouca sintonia do governador com pautas bolsonaristas.

Paralelamente, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), anunciou que apresentará um texto alternativo sobre anistia, de sua autoria, e que pretende liderar a tramitação. Ele rejeita a proposta em análise na Câmara, defendida por bolsonaristas e que inclui Bolsonaro.

Aliados avaliam que a anistia precisa contemplar o ex-presidente, mas não necessariamente militares, pois uma proposta ampla dificilmente passaria no Congresso ou no STF. Já opositores veem a movimentação de Tarcísio como tardia e de caráter estratégico.