“Tem cerveja e picanha”: as tretas no zap do condomínio de Bolsonaro

14 de Setembro 2025 - 07h47
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Após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão no julgamento da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), moradores do condomínio onde ele vive, em Brasília, se dividiram em discussões em um grupo de WhatsApp.

O debate começou quando uma moradora alertou para ambulantes vendendo itens com a “logomarca” Bolsonaro perto do local e questionou se havia manifestação marcada. Outro vizinho reforçou a reclamação sobre a “aparência desagradável” da entrada do condomínio. Já outros trataram o tema com ironia: “Virou Copa do Mundo”, escreveu um morador. Outro brincou: “A final é amanhã! Já comprei a cerveja e a picanha”, em referência à possibilidade de Bolsonaro deixar a prisão domiciliar e cumprir pena em regime fechado. O administrador do grupo pediu para encerrar a polêmica.

Na sexta-feira (12/9), um churrasco organizado por opositores de Bolsonaro no próprio condomínio reuniu vizinhos com músicas, bebidas e decorações feitas pelo coletivo Linhas da Resistência, que borda mensagens ligadas a direitos humanos e democracia. “Estamos comemorando a favor da democracia. É um sentimento de alívio”, disse a organizadora, que não quis se identificar.

Também houve vigília de apoiadores do ex-presidente, que costumam vestir verde e amarelo e carregar bandeiras do Brasil, EUA e Israel. Em clima de emoção, eles cantaram louvores e oraram pedindo anistia para Bolsonaro.

O ex-presidente foi condenado pelo STF por crimes de organização criminosa armada, golpe de Estado, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. Trata-se da primeira condenação de um ex-presidente brasileiro por crimes contra a democracia.

Com informações do Metrópoles