Créditos: Reprodução/Jornal Nacional
Um levantamento do Serviço Geológico do Brasil (SGB) aponta que 12 estados brasileiros apresentam potencial para a presença de terras raras no solo. A informação é do g1.
Um grupo de 17 elementos químicos, geralmente misturados a outros minérios e de difícil extração são chamados de terras raras. Apesar do nome, não são necessariamente raros — mas difíceis de isolar em alta pureza, o que torna o processo caro e complexo.
Isso significa que são áreas em que há estudos para detectar se, de fato, há presença desses minerais ou regiões em que já foram confirmados depósitos desses elementos químicos, como é o caso de Goiás e Minas Gerais.
Os seguintes estados têm o potencial, segundo o SGB:
- Goiás
- Tocantins
- Minas Gerais
- Bahia
- Paraná
- São Paulo
- Santa Catarina
- Pará
- Rondônia
- Roraima
- Amazonas
- Piauí
De acordo com o SGB, a maior parte das reservas de elementos terras raras está associada a rochas alcalino-carbonáticas em Araxá (MG), Tapira (MG), Catalão (GO), e depósitos de argila iônica associadas a alcalinas em Poços de Caldas (MG), além de Seis Lagos (AM).
Segundo o órgão, há também projetos de pesquisa avançados no sul da Bahia, que inclui rochas monazíticas e argila iônica, e projetos em argila iônica do Grupo Mata da Corda (MG).
Como revelou o g1 nesta quinta-feira (24), o SGB identificou 39 novas ocorrências de fosfato, elementos terras raras (ETR) e urânio na borda oriental da Bacia do Parnaíba, no estado do Piauí.
Se confirmada por estudos mais aprofundados, a descoberta pode levar o Brasil a uma posição de maior destaque no cenário global de minerais estratégicos — especialmente no mercado de terras raras e urânio, dominado hoje por poucos países.
Isso abriria caminho para o fortalecimento da cadeia produtiva nacional em setores como energia limpa, tecnologia de ponta e defesa, além de atrair investimentos e reduzir a dependência externa.
Os minérios de terras raras são indispensáveis para a produção, por exemplo, de:
- Turbinas eólicas;
- Motores de carros elétricos;
- Chips de computadores e celulares;
- Equipamentos médicos de ponta;
- Satélites, foguetes e mísseis;
- Dispositivos eletrônicos de última geração.
Por isso, estão no centro da economia do século 21 — e também de disputas geopolíticas cada vez mais acirradas. Segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, o Brasil possui cerca de 21 milhões de toneladas de terras raras — o que o coloca como o segundo maior detentor global, atrás apenas da China, que além de ter reservas, domina a tecnologia de beneficiamento e refino.

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