Créditos: Antonio Augusto/STF
Após a divulgação de supostos diálogos de uma reunião sigilosa, o ministro Dias Toffoli negou ter feito qualquer gravação da sessão reservada do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu sua permanência na relatoria do processo do Banco Master.
À coluna da jornalista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Toffoli classificou a suspeita como “absolutamente inverídica” e afirmou estar indignado com as insinuações. Segundo ele, não houve gravação de sua parte nem repasse de informações a terceiros. “Nunca gravei uma conversa na minha vida”, declarou, ressaltando que mantém postura discreta e distante da imprensa.
A reação ocorreu após ministros da Corte avaliarem, nos bastidores, que o conteúdo publicado indicaria a existência de uma possível gravação clandestina da reunião realizada na quinta-feira (12). Na ocasião, ficou decidido que Toffoli deixaria a relatoria do caso envolvendo o Banco Master.
Os diálogos foram divulgados pelo site Poder360 nesta sexta-feira (13) e reproduzem falas literais de ministros. Integrantes do STF relataram perplexidade e desconforto com a publicação, afirmando que os trechos destacados não representariam toda a complexidade da discussão interna e enfatizariam apenas manifestações favoráveis a Toffoli.
O episódio aumentou a tensão nos bastidores da Corte e reacendeu debates sobre segurança e confidencialidade em reuniões reservadas do tribunal.

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