Créditos: Luis Macedo/Câmara dos Deputados
O ministro Dias Toffoli anulou, na quarta-feira última (25), todas as condenações e atos processuais que ainda tramitavam contra o ex-presidente da OAS Leo Pinheiro no âmbito da Operação Lava Jato com base nesse material.
Na decisão, o magistrado anulou ações penais e inquéritos que ainda tramitavam contra o ex-executivo.
Na decisão, o ministro voltou a citar a suposta parcialidade do ex-juiz da 13ª Vara Federal de Curitiba Sergio Moro e integrantes do Ministério Público Federal, com base em mensagens roubadas pelo hacker Walter Delgatti Neto.
A decisão tramita em segredo de Justiça, mas a informação dada pelo site Metrópoles foi confirmada por O Antagonista. No despacho, Toffoli reitera outras anulações de provas obtidas concedidas por ele com base nesse mesmo argumento.
“Traçado o objetivo conjunto de obter a condenação de seus alvos, Procurador e Magistrado passaram, deliberadamente, a combinar estratégias e medidas contra o requerente, sobre o qual conversavam com frequência, conforme revelam os diálogos transcritos na inicial”, disse o ministro do STF.
Na decisão, Toffoli ainda sugere que Léo Pinheiro teria aceitado fazer delação premiada após ser pressionado por integrantes da Lava Jato. Apesar disso, o magistrado manteve o teor dos acordos de delação, principalmente os referentes ao presidente Lula. Pinheiro foi um dos principais delatores do petista, atribuindo a ele a propriedade do triplex do Guarujá.
Com informações de O Antagonista


