Trump anuncia cessar-fogo de duas semanas com o Irã

08 de Abril 2026 - 09h33


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na noite desta terça-feira (7), por meio da rede social Truth Social, que aceitou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra com o Irã.

Segundo a agência de notícias iraniana Mehr, Teerã concordou os termos com a anuência do aiatolá Mojtaba Khamenei. À Reuters, funcionários da Casa Branca confirmaram que o armistício também envolve Israel. Por sua vez, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, confirmou que o Líbano, país-sede do Hezbollah, é outro contemplado.

A proposta, mediada pelo paquistaneses, foi formalizada a menos de 1h30 do fim do ultimato dado pelo republicano para a reabertura do Estreito de Ormuz, às 21h (horário de Brasília). O início do cessar-fogo está condicionado justamente à retomada “completa, imediata e segura” da passagem no Golfo, segundo o presidente norte-americano.

"Este será um CESSAR-FOGO bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superamos todos os objetivos militares e estamos muito avançados em um acordo definitivo sobre a PAZ a longo prazo com o Irã e no Oriente Médio. Recebemos uma proposta de 10 pontos do Irã e acreditamos que ela constitui uma base viável para a negociação. Quase todos os pontos de discórdia anteriores foram acordados entre os Estados Unidos e o Irã, mas um período de duas semanas permitirá que o acordo seja finalizado e consolidado", afirmou Trump.

O republicano havia escalado o tom durante a manhã ao dizer que, caso Ormuz não fosse reaberto para a passagem de navios petroleiros e de gás natural, os EUA iriam realizar um ataque massivo para destruir todas as pontes e usinas de energia do país, marcando uma escalada significativa no conflito iniciado no fim de fevereiro. "Uma civilização inteira morrerá esta noite para nunca mais ser ressuscitada", definiu mais cedo.

Na ONU, o embaixador iraniano, Amir Saeid Iravani, afirmou que as ameaças eram “profundamente irresponsáveis” e constituíam "incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio".

Com informações de SBT News