TST mantém multa de R$ 300 mil à Ortobom por falta de mulheres na chefia

23 de Junho 2026 - 17h48
Créditos: Tribunal Superior do Trabalho/Divulgação

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) manteve, por unanimidade, a condenação da Ortobom ao pagamento de R$ 300 mil por danos morais coletivos em ação do Ministério Público do Trabalho por discriminação contra mulheres na promoção a cargos de chefia.

O caso envolve a unidade da empresa em Arapongas (PR), onde, segundo o processo, os 22 cargos de gerência e os dois de subgerência eram ocupados exclusivamente por homens. Para o relator, ministro Alberto Balazeiro, a empresa não apresentou critérios objetivos que justificassem a ausência de mulheres nos cargos de liderança, caracterizando discriminação indireta.

Durante o julgamento, o ministro Maurício Godinho Delgado afirmou que os dados evidenciam uma discriminação estrutural no ambiente de trabalho. A Terceira Turma manteve a condenação já imposta pelo tribunal regional.

Em nota, a Ortobom afirmou que o caso se refere apenas a uma de suas 13 unidades fabris e não representa a realidade da empresa. A companhia destacou que não pode comentar detalhes do processo por tramitar sob sigilo.

A empresa também reafirmou seu compromisso com a legislação, a igualdade de oportunidades e a meritocracia, ressaltando que atualmente tem uma mulher como CEO. Segundo a Ortobom, há investimentos em ações voltadas à atração, desenvolvimento e permanência de talentos femininos, com o objetivo de fortalecer um ambiente de trabalho inclusivo.