Créditos: Adilson Andrade/Ascom UFS
A Universidade Federal de Sergipe (UFS) entrou na mira do Ministério Público Federal (MPF) após sediar, em maio, um encontro da Juventude Petista. Segundo o órgão, além de abrir espaço para o evento, a instituição atribuiu caráter de “atividade de extensão curricular”, permitindo até atos de filiação partidária.
O MPF afirma que a UFS “patrocinou evento de militância partidária, ofertando-o como atividade de extensão, com direito a certificado de 8 horas no SIGAA”. O encontro ocorreu no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas e contou com convocatórias divulgadas pelo WhatsApp.
Ouvidos, o coordenador da atividade de extensão e o chefe do Departamento de Ciências Sociais defenderam que a universidade tem tradição em fomentar debates ligados à assistência estudantil e políticas afirmativas. A UFS também negou vínculo com a Juventude do PT e disse tratar-se de ação universitária regularmente proposta e aprovada.
No entanto, o MPF identificou convocações nas redes sociais do PT de Aracaju e constatou que estudantes da comissão organizadora eram filiadas ao movimento petista. Para o órgão, houve “desvio da finalidade pública e democrática”, com a universidade sendo usada para proselitismo político.
O MPF emitiu recomendação ao reitor para que a UFS adote medidas que impeçam a instrumentalização político-partidária em atividades de extensão. Entre elas: providências administrativas na análise e execução dos projetos, orientações aos departamentos e divulgação da recomendação nos canais oficiais.
A UFS tem 30 dias para informar se acatará as medidas e apresentar comprovação das ações. O MPF advertiu que o descumprimento poderá servir como prova em ações judiciais.


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