VÍDEO: Investigado joga mala de dinheiro pela janela em nova operação da PF

11 de Fevereiro 2026 - 11h29
Créditos: Divulgação

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que apura esquema de crimes contra o sistema financeiro envolvendo a gestão de recursos da Rioprevidência e o Banco Master. Durante as buscas, um dos investigados jogou uma mala lotada de dinheiro pela janela.

O principal alvo da apuração é o ex-presidente do fundo Deivis Marcon Antunes, preso desde a semana passada, suspeito de atuar para direcionar quase R$ 1 bilhão em aplicações irregulares e, posteriormente, tentar obstruir a coleta de provas.

Nesta etapa, os policiais cumprem dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados, nos municípios de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina.

As ordens foram expedidas pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, com base em indícios de ocultação de provas e interferência nas investigações.

O foco da nova fase é localizar e recuperar bens, valores e objetos retirados do apartamento vinculado a Deivis, que já havia sido alvo de buscas na primeira etapa da operação, deflagrada em 23 de janeiro.

Durante o cumprimento de mandado em Balneário Camboriú, um dos ocupantes do imóvel tentou se desfazer de uma mala contendo dinheiro em espécie, arremessando o objeto pela janela do apartamento no momento em que os policiais chegavam ao local. O montante foi imediatamente recuperado.
Além do dinheiro, foram apreendidos dois veículos de luxo e dois celulares, que passarão por perícia.

A Operação Barco de Papel apura irregularidades na aquisição de Letras Financeiras emitidas pelo Banco Master, instituição que acabou liquidada pelo Banco Central. Entre novembro de 2023 e julho de 2024, a RioPrevidência teria investido cerca de R$ 970 milhões nesses papéis.

Prisão e suspeita de obstrução
Deivis Marcon Antunes foi preso no dia 3 de fevereiro, durante a segunda fase da operação. Segundo a Polícia Federal, a detenção não se limita às decisões de investimento, mas principalmente a indícios de que o ex-dirigente tentou reorganizar patrimônio, remover documentos, apagar registros digitais e dificultar o acesso a provas após tomar conhecimento de que estava sob investigação.

Ele foi localizado por equipes da PF e da Polícia Rodoviária Federal na Via Dutra, no Sul Fluminense, enquanto seguia para o Rio de Janeiro em um veículo alugado, pouco depois de desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, vindo dos Estados Unidos.

Para os investigadores, o deslocamento terrestre é considerado atípico e passou a integrar a linha de apuração.

A raiz do escândalo
O inquérito investiga decisões que autorizaram a aplicação de grandes volumes do fundo previdenciário fluminense em títulos de alto risco do Master, sem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) e com prazos longos de vencimento — perfil considerado incompatível com a natureza de um regime próprio de previdência.

Para a PF, há indícios de que os aportes foram aprovados sem lastro técnico consistente e podem ter beneficiado interesses privados.

 
 
 
 
 
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Com informações de Metrópoles