Vorcaro relata pagamento de R$ 20 milhões à empresa de Toffoli, diz site

12 de Fevereiro 2026 - 18h39
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Conversas entre o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e o cunhado, Fabiano Zettel, citadas em relatório da Polícia Federal (PF), mencionam pagamentos de ao menos R$ 20 milhões à empresa Maridt, da qual o ministro Dias Toffoli, do STF, confirmou ser sócio. As informações são do Portal UOL.

O documento foi enviado pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, ao presidente do Supremo, ministro Edson Fachin. Segundo a reportagem, os diálogos tratam de repasses que teriam sido feitos por meio do fundo de investimento Arleen, que adquiriu participação no resort Tayayá, no Paraná, empreendimento ligado à Maridt.

A venda da fatia ao fundo ocorreu em setembro de 2021. Já o contrato que previa novos pagamentos, citado nas mensagens, foi firmado em 2024, fato que chamou a atenção dos investigadores por ter ocorrido anos após a negociação inicial.

O relatório também aponta conversas indicando encontros e contatos frequentes entre Vorcaro e Toffoli. O material foi encaminhado ao STF sem pedido formal de suspeição do ministro. Caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) avaliar eventual solicitação de impedimento.

Em nota divulgada nesta quinta-feira (12), Toffoli confirmou que integra o quadro societário da Maridt, empresa familiar de capital fechado. O ministro afirmou que nunca recebeu valores de Vorcaro ou Zettel e que todas as operações foram declaradas à Receita Federal.

Segundo o gabinete, a Maridt deixou o grupo ligado ao resort em fevereiro de 2025, após duas operações de venda de participação. Toffoli declarou ainda desconhecer o gestor do fundo Arleen e negou relação de amizade com Daniel Vorcaro.

O caso ocorre em meio a pressões para que o ministro deixe a relatoria de ação no STF relacionada à compra do Banco Master pelo BRB. Toffoli sustenta que o processo foi distribuído a ele apenas em novembro de 2025, quando a empresa já não integrava o grupo do empreendimento.