WePink: sócia de Virginia Fonseca teve ligação com a “Japa do Crime” do PCC; entenda

03 de Março 2026 - 16h44
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O que começou em 2017, no Cambuci, em São Paulo, como um salão aberto por Samara Cahanovich Martins, virou a rede Pink Lash, com ao menos 12 endereços na Grande SP — e serviu de base para a criação da Wepink, marca de cosméticos que tem entre os sócios a influenciadora Virginia Fonseca e o empresário Thiago Stabile.

Segundo a Agência Pública, a Pink Lash teve como sócia Karen de Moura Tanaka Mori, conhecida como “Japa do PCC”. Ela foi presa em 2024 em investigação por lavagem de dinheiro e associação criminosa. Na ocasião, foram apreendidos mais de R$ 1 milhão, US$ 50 mil e um carro de luxo. Hoje, cumpre medidas cautelares com tornozeleira eletrônica. A defesa nega envolvimento com organização criminosa e afirma que os valores seriam da venda de sua parte na empresa.

Karen foi casada com Wagner Ferreira da Silva, o “Cabelo Duro”, apontado como liderança do PCC na Baixada Santista e morto em 2018. Após a morte, ela abriu a KK Participações, citada em investigação como possível veículo de ocultação patrimonial.

Documentos da Jucesp mostram que Samara, Karen e Thiago dividiram sociedades em diferentes CNPJs ligados à Pink Lash entre 2017 e 2021. No mesmo período, surgiram empresas como TS Infinity Franchising e Pink Lash Treinamento. Parte dos endereços foi compartilhada com outras companhias do grupo.

Em 2021, Thiago fundou a Wepink ao lado de Chaopeng Tan. Pouco depois, surgiu a Savi Cosméticos, com entrada de Virginia Fonseca. A influenciadora afirma que a ideia nasceu da união entre a Pink Lash e a cafeteria Wecoffee. A Wepink declarou faturamento de R$ 1,3 bilhão em 2025, crescimento de 73% em relação a 2024.

A empresa também firmou um TAC com o Ministério Público de Goiás após mais de 120 mil reclamações de consumidores. Pelo acordo, pagará R$ 5 milhões por dano moral coletivo e deverá ajustar práticas de venda e atendimento.

Procuradas, Pink Lash, Wepink e a assessoria de Virginia informaram que o caso é tratado pelo jurídico ou não responderam até a publicação. O espaço segue aberto.