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O cantor Zezé Di Camargo, hoje no centro da polêmica com o SBT após criticar a emissora e as filhas de Silvio Santos por receberem Lula e Alexandre de Moraes no lançamento do SBT News, foi beneficiado em R$ 2,47 milhões com a prorrogação do Perse, programa do governo federal que zerou impostos para o setor de eventos.
Segundo relatório da Receita Federal, duas empresas ligadas ao cantor – Classical Holding e MAC Produções – tiveram isenção de R$ 1,9 milhão e R$ 571,4 mil, entre abril de 2024 e março de 2025.
O Perse foi criado no governo Bolsonaro, para socorrer o setor de eventos após a pandemia, e chegou ao teto de R$ 15 bilhões em isenções. Em 2023, Haddad tentou encerrar o programa, mas o Congresso renovou os benefícios, já no governo Lula.
A crise com o SBT estourou após Zezé dizer que a emissora estaria “se prostituindo” ao receber Lula e Moraes. Depois disso, o SBT decidiu cancelar o especial de Natal do cantor.
Em 2025, Zezé também recebeu quase R$ 20 milhões em verbas públicas por contratos com prefeituras para shows financiados com dinheiro público, com cachês entre R$ 350 mil e R$ 600 mil em diferentes estados.
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