
A conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Jaguaribe, que promete garantir a universalização do saneamento básico na zona Norte de Natal junto a ETE Judiaí, é uma das principais obras que podem expandir a chegada de novos empreendimentos na região a partir do novo Plano Diretor da capital (PDN). É o que defende o vereador reeleito Aldo Clemente (PSDB), que recebeu 5.113 votos nas eleições municipais deste ano. A informação foi repassada durante entrevista no fim da manhã desta quinta-feira (24).
Em 2025, diferente deste ano em que ele tem quatro companheiros de sigla na CMN, o vereador vai ocupar a Câmara com menos colegas de sigla. Ele reconhece que a migração de vereadores do PSB para o União Brasil nas eleições é um processo natural, tendo em vista a dificuldade de uma eleição para vereador, mas observa que faltaram votos para ampliar a presença de seu partido na Câmara. Para 2025 ele lamenta, principalmente, a ausência de Klaus Araújo (PSDB) e Anderson Lopes (PSDB) que finalizam seus mandatos neste ano.
Aldo Clemente destaca que, assim como na gestão atual, pretende manter a transparência de seus posicionamentos enquanto representante da população na Câmara. Entre os projetos que esteve à frente, destaca o Plano Diretor de Natal (PDN), do qual foi responsável por presidir uma comissão especial. Segundo ele, diferente do que apontaram alguns parlamentares da oposição, o PDN foi amplamente debatido e todos os vereadores tiveram a oportunidade de apresentarem suas emendas.
Embora o PDN já esteja em curso, contudo, o vereador argumenta que a conclusão da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Jaguaribe pelo Governo do Estado é essencial para a atração de investimentos em regiões como a zona Norte de Natal. A obra, juntamente como a ETE Jundiaí, está sendo realizada pela Caern.
Em junho deste ano, o secretário Thiago Mesquita garantiu que a ETE Jaguaribe entraria em funcionamento até o final de 2025 e que a gestão atual apresenta uma relação positiva junto ao Caern. O equipamento, vale lembrar, chegou a ter as obras paralisadas. Por conta disso, o prazo de conclusão inicial, em 2021, foi alterado.
O atraso na construção exigiu, também, a adequação de projetos que encareceram o custo final da obra. “Natal depende do governo, assim como da população. É uma obra que deveria ter sido entregue há muito tempo”, afirma Aldo Clemente. Segundo ele, há 20 obras do novo Plano Diretor acontecendo na zona Norte da capital, mas esse número pode avançar muito mais.
Com informações de Tribuna do Norte