A saúde mental ficou em evidência durante o contexto de pandemia que enfrentamos no mundo. A crise sanitária trouxe à tona de uma forma direta um dos temas que ainda é visto como tabu: a morte. Neste 27 de agosto é celebrado nacionalmente o Dia do Psicólogo. Uma data para enaltecer o trabalho destes profissionais que estão na linha de frente no auxílio de como lidar com sentimentos, traumas, perdas e crises.

Segundo a psicóloga Mariana Simonetti, a saúde mental ganhou mais evidência durante a pandemia. “No início muitos começaram a ter crises de ansiedade, pânico, quadros depressivos pioraram e as pessoas passaram a perceber mais a questão psicológica como algo importante de se tratar e prevenir. Assim a nossa classe foi muito chamada, apesar de ser uma demanda inesperada, recebemos muitas perguntas e muitas a gente não podia responder, porque também estamos vivendo algo nunca antes vivido. Dizemos que não temos a solução, mas estamos construindo essa história em conjunto”, disse.

A psicóloga atua no serviço de psicologia do luto do Grupo Morada. Ela conta os desafios de atuar com pessoas enlutadas. “Normalmente, o psicólogo trabalha com dor subjetiva do humano. O luto, muitas vezes, se expressa como uma das dores mais avassaladoras da experiência humana, dependendo de quem seja o ente querido da perda. Sustentar essa dor para construir junto com a pessoa o seu próprio caminho seria um dos maiores desafios”.

Uma mente saudável é fundamental para o bem-estar de qualquer pessoa, diante de dúvidas, controvérsias e medo que o dia-a-dia naturalmente demanda. Mais do que um ponto que ganhou destaque na pandemia, consultar um psicólogo é uma questão de saúde pública. É por meio deste especialista que conseguimos um norte para organizar a mente e seguir os desafios da vida.

Mariana Simonetti apresenta a psicologia como um meio pelo qual indivíduos consigam enxergar seus pontos bons, ruins e de melhoria. “A psicologia funciona como um recurso que as pessoas podem utilizar para se voltarem para elas mesmas. Alguns buscam simplesmente por quererem um autoconhecimento para mudar alguns comportamentos que não estão deixando-os felizes, outros buscam realmente na dor mais extrema, como é a questão de luto. A psicologia é um convite para que a pessoa se volte para ela mesma e perceba o que é que está agradando, o que que está desagradando, e onde é possível mudar”, finaliza.