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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) pretendem reavaliar suas estratégias para o segundo e último debate da eleição de 2026, programado para esta sexta-feira (23). Após um confronto marcado por trocas de ataques, as campanhas articulam focar em temas de interesse do eleitorado moderado, com ênfase em propostas para melhorar a vida da população. Com informações do Blog Isabel Mega, da CNN.
A avaliação da equipe de Flávio Bolsonaro é de que o senador precisa adotar uma postura mais moderada para conquistar cerca de 4% do eleitorado ainda disputável. Aliados do parlamentar avaliam que, embora Lula tenha cometido mais equívocos no debate anterior, Flávio pode aprimorar sua performance ao focar em soluções concretas e evitar responder a provocações diretas.
Foco em propostas e segurança pública
Na campanha petista, a diretriz é apresentar o presidente como a figura central de propostas no debate. O objetivo é não deixar espaço no tema da segurança pública segmento em que a própria equipe de Lula reconhece o bom desempenho do adversário e destacar ações voltadas para a economia e seus impactos no cotidiano dos cidadãos.
Segundo levantamentos qualitativos internos do PT, Flávio deixou impressões de agressividade e despreparo em determinados momentos, embora tenha se saído bem nas propostas para a segurança. Por sua vez, aliados do presidente consideraram a defesa da quebra de sigilo do senador um dos momentos mais positivos para Lula.
Ajustes de tom e críticas de lado a lado
Entre os bolsonaristas, a recomendação sob reserva é de que Flávio utilize um tom sóbrio ao ser provocado, ressaltando a opção por discutir projetos e o futuro do país. Aliados do senador também apontaram críticas à dicção de Lula durante a transmissão, além de contestarem a posição do presidente sobre a saída temporária de presos e o uso do termo "malandro carioca" direcionado a Flávio.

