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Escritórios especializados em imigração para os Estados Unidos relataram um aumento na procura de brasileiros por informações sobre vistos e residência após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25). Segundo os relatos divulgados na terça-feira (27), duas empresas receberam, cada uma, centenas de consultas depois do resultado das eleições presidenciais de 2026.
Na Flórida, a Piquet Law Firm informou ter registrado 700 contatos em um único dia. O volume superou a quantidade de consultas que o escritório costuma receber durante um mês inteiro, entre 500 e 600. A Bicalho Legal Consulting contabilizou 643 consultas, mais de 30 vezes a média habitual de aproximadamente 20 atendimentos diários.
De acordo com os profissionais do setor, períodos eleitorais costumam ampliar o interesse por alternativas de residência no exterior. A intensidade da procura após o segundo turno de 2026, entretanto, foi considerada excepcional pelos advogados que relataram o movimento.
Entre as razões apresentadas pelos interessados estão divergências políticas, preocupações com o cenário institucional brasileiro e insatisfação com decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Parte das pessoas que entraram em contato afirmou considerar uma mudança para os Estados Unidos após a confirmação de mais um mandato de Lula.
Os dados, porém, se limitam à demanda recebida pelos escritórios e não permitem concluir que o mesmo comportamento ocorra entre a população brasileira em geral. Além disso, a busca por orientação é uma etapa preliminar: não equivale à apresentação de um pedido formal de visto nem confirma uma decisão de deixar o país.
Segundo os escritórios, uma parcela relevante dos interessados dispõe de recursos para investir no exterior ou possui qualificações profissionais que podem permitir o enquadramento em categorias específicas de imigração. Questões como trabalho, educação e planejamento familiar também podem fazer parte da avaliação sobre uma mudança.
Entre as modalidades pesquisadas está o EB-5, destinado a investidores estrangeiros. Em determinadas condições, o programa exige investimento mínimo de US$ 800 mil, além do atendimento a requisitos relacionados à geração de empregos e à comprovação da origem dos recursos. O acesso à modalidade depende do cumprimento dessas exigências, e não apenas da disponibilidade financeira do candidato.


