Mais de 600 estudantes universitários e estudantes técnicos areia-branquenses dependem do transporte realizado pela Associação Universitária Areia-branquense, e subsidiado pela Prefeitura Municipal, para chegar a Mossoró e vislumbrar um futuro melhor para suas famílias. Mesmo diante da importância e reclamações do serviço, a chefe do executivo, Iraneide Rebouças, se recusa a discutir com seus representantes.
 
Segundo os conselheiros gestores dessa entidade, que existe há mais de 30 anos no município, prestando esse serviço necessário e relevante, de 2018 para cá só conseguiram se reunir com a prefeita uma vez, mesmo tentando várias vezes junto a secretários e representantes do alto escalão da administração, que estariam dificultando o contato com a gestora. 

“Somos taxados sempre como fardos pra essa administração. Os secretários municipais ficam o tempo todo jogando na nossa cara que o poder executivo não devia ter responsabilidade com esses estudantes e isso é muito desestimulador para os futuros profissionais de Areia Branca. Infelizmente, nosso município não oferece nenhum curso técnico e superior e o que nos resta é arriscar nossas vidas indo pra outras cidades e, mesmo assim, essa gestão nos trata assim, ao invés de lutar pra termos situações melhores”, desabafa o dirigente da entidade, Jockson Soares.
 
Ele enfatiza que estão com uma lista de espera de, aproximadamente, 100 pessoas e precisam de mais ajuda do Município e a prefeita se recusa a recebê-los para conversar. “Precisamos de mais transportes e a Associação vem adotando várias estratégias para alocar mais veículos e não conta com a sensibilidade dessa gestão”, critica. 

O representante dos estudantes ressalta que são cinco transportes pela manhã, dos quais três são custeados pela prefeitura e dois pela entidade; à tarde, são dois bancados pela Associação; e, à noite, são seis, com metade custeada pelo poder executivo e metade pelos estudantes. Ele enfatiza que além da ampliação do convênio, buscam discutir temas como a licitação dos transportes e segurança (além de acidentes, correm risco com assaltos).

“Nunca tivemos acesso ao processo de licitação de transportes, o qual alguns secretários dizem que é de fácil acesso, mas não encontramos. Queremos transparência, porque arcamos com grande parte dos transportes e não sabemos ao certo quanto a prefeitura paga pelos que são responsáveis e, como cidadãos, temos direito de saber essas informações, até porque temos uma demanda alta ainda sem acesso a esse serviço tão importante”, conclui.