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As Ilhas Maldivas, um dos destinos turísticos mais cobiçados do mundo, têm uma semelhança geográfica com o Rio Grande do Norte. Localizado a cerca de 260 quilômetros de Natal, o Atol das Rocas é considerado um “parente distante” do arquipélago asiático por apresentar a mesma formação geológica: um anel de recifes ao redor de uma lagoa central, sustentado pelos restos de antigos vulcões submarinos.
Apesar da semelhança, o Atol das Rocas tem características únicas. É a única formação desse tipo no Atlântico Sul e possui recifes construídos predominantemente por algas calcárias, enquanto as Maldivas dependem fortemente do crescimento de corais. Diferentemente do destino asiático, porém, o paraíso potiguar não está aberto à visitação turística. Administrado pelo ICMBio, o local é uma Reserva Biológica com acesso restrito a cientistas e pesquisadores autorizados.
O isolamento é fundamental para preservar o ecossistema, que abriga peixes, crustáceos, aves migratórias e espécies ameaçadas, como as tartarugas-verdes e de pente, que utilizam a região para desova. Entre os principais desafios para a conservação do atol estão a pesca ilegal e os impactos do aquecimento global.
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