Créditos: William Cardoso/Metrópoles
Mesmo após internações e mortes causadas por metanol, bebidas alcoólicas sem procedência continuam sendo vendidas livremente em ruas de comércio popular de São Paulo, como o Brás e o Largo 13.
A reportagem do Metrópoles encontrou garrafas de cachaça sem rótulo, “pingas de piada” com nomes de duplo sentido e aguardentes com animais dentro, como lagosta e caranguejo. Algumas utilizam garrafas reaproveitadas de cerveja, com lacres improvisados de papel alumínio.
As chamadas “pingas de piada”, vendidas como lembranças, trazem nomes como “Amansa Corno”, “Pau do Índio” e “Xixi de Virgem”. Já as bebidas com bichos custam entre R$ 40 e R$ 80 e representam risco grave à saúde, segundo especialistas.
Zila Van Der Meer Sanchez, da Unifesp, explica que erros na destilação podem gerar metanol e outras toxinas letais. No caso das bebidas com animais, o álcool não neutraliza venenos ou toxinas naturais, podendo causar falência hepática, convulsões e até paralisia.
O advogado do Idec, Igor Lodi Marchetti, alerta que o consumo de bebidas sem origem é perigoso e que comerciantes podem ser responsabilizados criminalmente. Denúncias devem ser feitas à Vigilância Sanitária e ao Procon.
A Secretaria de Segurança Pública afirma que a fiscalização cabe à prefeitura. Já a Secretaria Municipal da Saúde informa que a Covisa inspeciona o comércio, enquanto o Ministério da Agricultura fiscaliza produtores e engarrafadores.
Mesmo após mortes por metanol, bebidas clandestinas seguem expostas e vendidas em São Paulo.
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