Tomar uma xícara de café depois do almoço tem muitos significados. Pode ser um hábito cultural, um momento de socialização ou uma estratégia para se manter desperto. Independentemente da motivação, nutricionistas alertam que o costume pode ser prejudicial para a saúde.

Estudos mostram que a cafeína e os taninos – dois compostos químicos presentes na bebida – agem no intestino, competindo com a absorção de nutrientes e vitaminas importantes para o corpo humano, como o ferro e a vitamina C.

“O café diminui a absorção do ferro proveniente de alguns alimentos específicos, como o feijão, a carne vermelha, os legumes, e as folhas verde-escuras. É justamente nas refeições principais – almoço e o jantar – que esses alimentos estão mais presentes”, explica a nutricionista Enaile Arrais, da clínica Unitá.

Os prejuízos são maiores para as pessoas que seguem uma dieta vegetariana ou vegana sem acompanhamento nutricional e as que carecem do ferro vegetal presente nas leguminosas, hortaliças e folhosos.

Outro hábito do brasileiro é consumir o pingado, um café que leva um pouco de leite. Segundo a nutricionista, neste caso, o café também pode diminuir a absorção do cálcio presente no leite, o que é prejudicial especialmente para idosos e mulheres na menopausa, que têm a absorção de cálcio pelos ossos prejudicada.

Isso não quer dizer que o cafezinho deva ser excluído da rotina. A nutricionista recomenda que ele seja consumido até duas horas antes das refeições principais e com um intervalo de 40 minutos após a alimentação.

“Não precisa cortar. O correto é tomar o café em horários estratégicos, em que você não vai comer alimentos ricos em ferro e vitamina C, como no almoço e jantar”, esclarece Enaile.

Uma opção para manter a pausa após as refeições é adotar o chá verde ou preto. Ambos são bebidas estimulantes que contêm uma concentração menor de cafeína e, por isso, podem ser consumidos cerca de 15 a 30 minutos depois do almoço ou jantar.

Com informações do Metrópoles