Por Roberto Serquiz
Que Estado queremos construir para os próximos anos? É para colocar essa pergunta no centro do debate eleitoral e buscar respostas concretas que a FIERN e o Midiacom realizarão, nos dias 11 e 12 de agosto, o Fórum Caminhos do RN – Eleições 2026.
Presente em todas as eleições, a iniciativa reafirma o protagonismo da indústria na discussão sobre o futuro do Estado, ao aproximar o setor produtivo, os candidatos, a imprensa e a sociedade em torno dos desafios que precisam ser enfrentados para transformar as potencialidades do Rio Grande do Norte em desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida.
Nesta edição, o Caminhos do RN será realizado, pela primeira vez, em parceria com o Sindicato das Empresas de Rádio, Televisão, Jornais e Revistas do Rio Grande do Norte, o Midiacom RN. Essa união amplia a relevância e o alcance da iniciativa. A parceria reúne responsabilidades complementares: a contribuição do setor produtivo para a formulação de uma agenda de desenvolvimento e a missão do jornalismo de qualificar o debate público e apresentar as propostas daqueles que pretendem representar e governar o Estado.
O Rio Grande do Norte possui vocações reconhecidas. Somos referência nacional em energia renovável, temos localização geográfica privilegiada, recursos naturais, uma indústria diversificada, capacidade empreendedora e instituições de ensino e pesquisa de excelência. Precisamos, entretanto, enfrentar a realidade que limita o aproveitamento dessas vantagens.
Entre todos os desafios, um condiciona os demais: a baixa capacidade do Estado de realizar investimentos com recursos próprios. A crise fiscal não é uma questão restrita à contabilidade pública. Seus efeitos alcançam as estradas, os portos, a educação, a segurança e as infraestruturas energética e digital, além de comprometerem o ambiente necessário para atrair investimentos e gerar empregos.
É preciso perguntar diretamente aos candidatos: quem ainda desconhece as limitações do Estado para investir? Quem ainda ignora o impacto do déficit previdenciário e das despesas obrigatórias sobre as contas públicas? Os diagnósticos estão postos. O que a sociedade precisa conhecer agora são as soluções.
O equilíbrio fiscal não pode ser visto como um fim em si mesmo. Recuperar a capacidade de investir significa permitir que o poder público cumpra seu papel de provedor de infraestrutura, indutor do desenvolvimento e garantidor de segurança jurídica. Significa criar condições para que a iniciativa privada invista, produza e gere empregos.
Além do desafio fiscal, precisamos avançar na modernização do licenciamento ambiental, conciliando agilidade, previsibilidade e proteção do meio ambiente. É preciso se priorizar a construção de um ambiente regulatório onde as funções técnicas e jurídicas atuem em suas devidas esferas, sem interferências externas. O novo governante precisará entrar nessa seara de frente, para garantir o respeito à autonomia técnica do órgão ambiental do Estado, assim melhorando o ambiente de negócios do RN.
Durante o evento, entregaremos aos candidatos a Agenda Caminhos do RN, documento construído a partir de diagnósticos, prioridades e propostas voltadas ao desenvolvimento econômico e à competitividade. A publicação expressa a visão da indústria sobre os caminhos necessários para superar nossos entraves e aproveitar plenamente nossas potencialidades. Esperamos que suas propostas sejam debatidas, incorporadas aos programas dos candidatos e, posteriormente, transformadas em ações pelos eleitos.
Direto ao ponto: temos potencial para avançar, mas precisamos transformar potencial em projetos, projetos em investimentos e investimentos em resultados para a população. O Caminhos do RN renova esse compromisso e recoloca a pergunta que deve orientar nossas escolhas: que Estado queremos construir?


