Casas Bahia, Assaí e Dia estão entre beneficiários da Máfia do ICMS

03 de Setembro 2026 - 12h18
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Uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP), deflagrada nesta quinta-feira (3), revelou novos suspeitos de envolvimento no esquema que concedia créditos fiscais em troca de propina.

O advogado João André Buttini de Moraes foi preso preventivamente. Segundo as investigações, ele teria sido contratado por grupos ligados a grandes empresas varejistas. O ex-chefe da Diretoria Executiva da Administração Tributária, André Weiss, também teve a prisão temporária autorizada.

A investigação aponta que empresas teriam sido beneficiadas com liberação, agilização ou centralização de grandes valores em ressarcimentos e créditos de ICMS.

Entre as empresas citadas na investigação estão Assaí, Casas Bahia, Dia, Ipiranga, Fast Shop, Carrefour, Roldão, Comgás, Cosan, Olam, Pão de Açúcar, Copape e Rumo.

O caso é um desdobramento da Operação Ícaro, que já havia atingido executivos de empresas como Ultrafarma e Fast Shop e desarticulado um esquema de fraude tributária.

Segundo a Sefaz-SP, empresas envolvidas já foram alvo de autuações que resultaram na constituição de mais de R$ 3 bilhões em créditos tributários, multas e juros.

As empresas citadas não são necessariamente acusadas formalmente de crime, e as suspeitas ainda são investigadas pela Justiça.