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Os clubes de futebol de São Paulo decidiram esperar uma reunião com o governo federal antes de recorrer à Justiça contra os efeitos da medida provisória que proibiu as apostas de quota fixa no Brasil. Representantes das equipes das Séries A e B se reuniram nesta segunda-feira (28), na sede da Federação Paulista de Futebol (FPF), para discutir os impactos da decisão sobre as finanças dos clubes.
A principal preocupação das agremiações é a perda das receitas provenientes dos contratos com casas de apostas. De acordo com cálculos apresentados pelos clubes, os patrocinadores do setor repassaram mais de R$ 1 bilhão às equipes em 2025. Com a proibição, os times paulistas pretendem solicitar ao governo medidas que ajudem a compensar o impacto financeiro provocado pela interrupção desses acordos.
Entre as possibilidades discutidas está a renegociação de dívidas dos clubes com a União. O governo também avalia a criação de uma nova linha de crédito para as agremiações. A reunião com representantes do Ministério do Esporte está prevista para esta terça-feira (29), quando os clubes deverão apresentar as dificuldades provocadas pela mudança.
Enquanto aguardam o encontro, os departamentos jurídicos das equipes já estudam alternativas para uma eventual ação judicial. Segundo a apuração da CNN Brasil, houve ainda um pedido para que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participasse da reunião, mas, até o momento, o Palácio do Planalto não confirmou a presença do presidente.
A MP 1.394/2026 foi publicada em 25 de setembro e proibiu a exploração, oferta, intermediação e publicidade das apostas de quota fixa no território nacional. A medida tem força de lei desde a publicação, mas ainda será analisada pelo Congresso Nacional, onde poderá sofrer alterações durante sua tramitação.
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